sábado, 18 de outubro de 2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

'Coisas' da vida

Vi um título: O amor é a melhor estratégia.
Estratégia?
Eu cá com meus botões, sempre achei que o amor fosse o melhor objetivo, como assim? Estratégia é um plano que bolamos para chegar a um determinado fim. Se queremos trocar a lâmpada, precisamos subir na escada. Se quisermos fazer brigadeiro, precisamos ligar o fogão – ou programar o microondas. Se queremos viajar, precisamos de dinheiro. Ou seja, a estratégia é sempre uma coisa menor, porém necessária, para chegarmos ao fim, que é o que realmente importa.

Aí li a matéria e dizia que a melhor estratégia para se dar bem profissionalmente era amar a sua Empresa e seu CHEFE. E que a finalidade da vida era se dar bem no emprego NÃO IMPORTA SE VOCÊ GOSTASSE DELE OU NÃO. Tipo, oi?
Emprego é parte do sucesso gente, sem amor verdadeiro, seja ele de namorado, marido, família, amizade, não importa qual, nunca atingiremos o sucesso!

Então é essa a civilização que se acha a mais evoluída de todos os tempos, de todos os anos, de todos os séculos? PFVR.
É essa a civilização que dominou a natureza, que desviou rios, que criou remédios, foi até a Lua, e no fim das contas chegou à conclusão de que a coisa mais importante em nossa BREVE PASSAGEM SOBRE A TERRA é agradecer o chefe, receber bonificação no final do ano e ter uma sala com o seu nome na porta. Céus estamos perdidos. Na verdade grande parte está (a parte que não concorda comigo).

É ÓBVIO que o trabalho é fundamental na vida, mas não é tudo. O artigo que li falava que para subir na vida você precisava subir no seu emprego.
Desculpa quem concorda com esse tal artigo (quer saber, desculpa nada hahahaha), mas quando você acha que o mais importante na sua vida é “subir na vida com meu emprego” do que fazer bem feito e com prazer aquilo de que você gosta, meu caro, você está trocando os pés pelas mãos, invertendo tudo. Afinal é seu chefe que vai enxugar suas lágrimas em um momento de desespero particular, só que nunca. Ah, a empresa que você trabalha também vai fazer cafuné em você. Só que nunca parte 2.

No momento em que colocarmos o amor como meio e o sucesso na “firma” como fim, é hora de parar as máquinas, desligar o forno e a TV, descermos todos até a praça central e dizer: peraí! O que está acontecendo? Onde foi que erramos? Vamos batalhar por o que gostamos, vamos batalhar pelos nossos amores, pela gente mesmo?

E TENTAR começar tudo de novo.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Cresceu

Ontem, quer dizer, hoje, comecei a ver notícias na madrugada. Só havia notícias sobre esportes, trânsito caótico, tempo, violência, doenças, etc. A intenção é louvável, mas todos os portais, com exceção dos fofoqueiros mentirosos, repetem exaustivamente as mesmas informações, muitas vezes até com as mesmas palavras. E como preferem dar destaques as desgraças do dia e recordar das antigas fica muito exaustivo e negativo.

Como sou otimista, pretendia desfrutar de um dia melhor. Claro que depois de desligar o notebook e dormir! Desliguei tudo e senti saudades do tempo em que quase ninguém tinha Internet e ouvia rádio por exemplo, ou assistia TV Cultura para passar o tempo. Lembro das transmissões dos belos programas, eram eles musicais e até teatrais. Hoje em dia, até mesmo eu que estou escrevendo sobre isso, nem sei mais se ainda existem coisas do tipo na Cultura ou em qualquer outro lugar. Percebam que a Internet é ótima sim, mas às vezes tão superficial.

Mesmo assim não desisto de alimentar minha alma ouvindo minha música favorita, às vezes até me arrisco a cantar junto (sem que ninguém me ouça). Cantar e principalmente dançar sempre foram os grandes prazeres da minha vida. E até hoje me pergunto porque eu nunca investi na dança, porque nunca fui atrás pra valer de tudo aquilo e fazer valer a pena. Mas isso não é um lamento, é apenas um desabafo. Não me arrependo das coisas que fiz ou faço, mas muitas delas nos servem de lição para não fazer mais determinado tipo.

É tudo muito louco se parar pra pensar na vida e nas coisas que gostaríamos que acontecesse. Como diz minha amiga Japa: PERCEBA!
Hoje em dia se eu tiver que dançar eu danço mesmo, no meu quarto que seja. Eu sinto que isso me faz muito bem e por esse motivo não aceito entrar nessa neura de “ter que” ser desse ou daquele jeito. Só eu posso sentir o que me faz feliz e só eu posso escolher como manter a alegria de viver, aconteça o que acontecer. Você não pensa assim também?
Claro que há momentos em que você se defronta com desafios e em alguns momentos até tristezas. Mas aceitar viver esses momentos, chorar o que tiver que chorar, fará com que a crise passe mais depressa. Mais tarde, ao reavaliar sua vida, descobrirá o quanto aprendeu nesse tempo.

Assim, aos poucos, vai conquistando a sabedoria, aprendendo a lidar com seus sentimentos. É o amadurecimento que nos faz lidar melhor com os desafios necessários ao nosso progresso. O crescimento da espiritualidade e da nossa consciência dá a noção clara da mágica da vida, que nos encanta e que nos dá paz! Enfrentar os desafios com coragem, confiar na vida, e ter alegria de viver faz com que conquiste mais rápido todas as coisas que está buscando para ser feliz. E se tiver que dançar, dance, dance e dance...